Sedentarismo: somente 15% dos adolescentes se exercitam o suficiente
Por outro lado, Siqueira et al.thirteen pesquisaram a população residente em áreas de abrangência de UBS de diferentes estados brasileiros e encontraram prevalência de sedentarismo igual a 31,eight% entre adultos, de forma semelhante ao relatado na presente investigação (33,7%). O também cardiologista Fabrício Braga ressaltou que qualquer dose de atividade física já dá resultados positivos, mas quanto maior a frequência e a intensidade, melhor. Ele destacou que o sedentarismo é responsável pela morte de seis milhões de pessoas anualmente.
Há várias diretrizes médicas que recomendam que crianças de 5 a 10 anos devam praticar de 30 a 60 minutos de atividade física por dia, ou seja, brincar, correr ou andar de bicicleta”, diz o fisiatra Marcus Yu Bin Pai, especialista em dor e acupuntura, e colunista da PebMed. Para os adolescentes, a recomendação de atividades físicas é maior que para os adultos, sendo necessário para se ter uma boa saúde que se notice aproximadamente 60 minutos diários de atividade física moderada a vigorosa.
O documento destacou a diferença nos níveis de atividade física de meninas e meninos no país. Na opinião da analista da OMS, Leanne Riley, co-autora do estudo, é necessário estimular nas meninas o interesse pelas atividades físicas e também investir na criação de espaços onde elas se sintam seguras para praticar esportes. O sedentarismo pode proporcionar EXERCICIOS várias doenças devido à ausência de atividade física como a perda de flexibilidade das articulações, hipotrofia das fibras musculares, o aumento do colesterol, infarto do miocárdio, hipertensão arterial, obesidade, diabetes e a falta de condicionamento físico. Obesidade, colesterol, hipertensão podem ser associadas com a falta de atividade física.
Um dos incentivos do Governo Federal para a prática de atividade física, é o Programa Academia da Saúde. Por meio de recursos financeiros, os municípios recebem recursos para financiar a implantação de polos que contam com uma infraestrutura e equipamentos adequados; e profissionais qualificados para promover práticas corporais e atividade física, promoção da alimentação saudável e educação em saúde. Considerando a inatividade física em todos os domínios, alguns estudos relataram maior prevalência de sedentarismo entre os homens,11,13,27 enquanto outros não encontraram associação significativa entre essas variáveis28,31. Deve-se considerar que a diferença nas prevalências de inatividade física observada entre os diversos estudos existentes na literatura pode ser atribuída aos diferentes instrumentos adotados, aos pontos de corte utilizados ou às características dos participantes. Diversos estudos de base populacional desenvolvidos entre adultos brasileiros evidenciaram que há grande variação na prevalência de sedentarismo, ainda quando o mesmo instrumento (IPAQ) é considerado para avaliação do nível de atividade física.
O plano da OMS para diminuir o sedentarismo em 15% até 2030
É necessário conscientizar as crianças e adolescentes que uma simples caminhada já pode trazer benefícios à saúde”, orienta Dr. Santos. “Penso também que a grade curricular das escolas não leva em consideração a importância da atividade física. Acho que para tornar mais atrativo o momento da aula de educação física deveria ter uma rotatividade maior entre os tipos de atividades. Outra boa iniciativa seria estimular mais a competitividade, como a realização de gincanas e campeonatos entre as escolas para envolver mais as crianças e os adolescentes, independente do gênero”, ressalta a ortopedista Alessandra Masi.
Desta forma, a prática de atividade física common no trabalho contribui significativamente na prevenção e na ocorrência de eventos cardíacos iniciais e recorrentes. “É importante lembrarmos que a prática common de exercícios físicos não implica necessariamente no envolvimento em atividades de caráter competitivo.
Por isso é importante que cada indivíduo consulte especialistas que possam avaliar a capacidade cardiorrespiratória — também chamada de condição aeróbica — e iniciem uma rotina que envolva exercícios aeróbicos, musculação e alongamento. O médico que foi tão sincero com Carlos Eduardo Aboin foi o cardiologista Fabrício Braga, um dos palestrantes que participaram da última edição do “Encontros O GLOBO Saúde e Bem-estar”, quarta-feira passada, abordando justamente os benefícios da saída do sedentarismo rumo à prática de atividade física intensa. Enquanto Braga discutiu o bem que essa mudança radical de estilo de vida faz para o coração — o “motor” de todo indivíduo —, o ortopedista João Grangeiro Neto pontuou os ganhos possíveis e os cuidados necessários com a parte musculoesquelética, o “chassi” do corpo. Sabe-se que ao comparar pessoas sedentárias com pessoas que praticam atividade física, os sedentários correm duas vezes mais o risco de desenvolver doenças arterio-coronariana.
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