Sobrepeso e obesidade atingem crianças e adolescentes cada vez mais cedo

Sobrepeso e obesidade atingem crianças e adolescentes cada vez mais cedo

Obesidade e sobrepeso em adolescentes

Já entre as moças, o critério da IOTF resultou em menor prevalência de excesso de peso para os grupos etários de 7 a 9 e de 10 a 12 anos. Para o grupo etário de 13 a 15 anos, não houve diferença entre os critérios, nem para as moças, nem para os rapazes. A única diferença por sexo na prevalência de excesso de peso ocorreu para o grupo de 7 a 9 anos pelo critério de Conde e Monteiro , que indicou uma prevalência igual a da IOTF nos meninos e uma prevalência maior nas meninas.

A prevalência estimada de obesidade na população adolescente revelou‐se preocupante, com valores superiores no sexo masculino e faixa etária mais jovem. Segundo a IOTF, a taxa de peso excessivo foi inferior a estudos nacionais. Evidenciou‐se menor sensibilidade das referências da IOTF na determinação de obesidade relativamente ao CDC e os cutoff da OMS traduziram valores significativamente superiores de sobrepeso e obesidade, com deteção mais precoce. A partir de dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), a conclusão é de que o país tem cerca de 35% de crianças com sobrepeso e 15% obesas. Valenti, a partir de dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), chega a conclusão de que o país tem cerca de 35% de crianças com sobrepeso e 15% obesas.

Obesidade e sobrepeso em adolescentes

Os valores kappa para os três critérios demonstraram, em geral, harmonyância satisfatória, variando de 0,71 a zero,98. Quando considerados os fatores associados com cada um dos critérios, não houve diferenças nem no sentido nem na magnitude das associações. Outros estudos com metodologia semelhante são necessários para determinar se os resultados encontrados se confirmam em outras populações de crianças e adolescentes. Para as meninas, não foram encontradas diferenças significativas entre esses dois critérios , ao contrário do presente estudo, em que a prevalência de obesidade pela referência brasileira foi maior.

Para as meninas, os autores encontraram valores muito semelhantes para ambos os critérios . A figura 1 apresenta a prevalência de excesso de peso (sobrepeso + obesidade) em função do sexo e do grupo etário. Não houve diferença entre os critérios quanto à prevalência de excesso de peso entre moças e rapazes. No entanto, para cada sexo, houve algumas diferenças conforme o grupo etário. Por exemplo, entre os rapazes de 7 a 9 anos, o critério da OMS acusou mais indivíduos com excesso de peso do que os outros dois critérios.

Neste estudo, embora os adolescentes fossem portadores de sobrepeso e obesidade e apresentassem consumo alimentar de risco para essa condiçao, observou-se que parte do grupo faz uso de adoçantes, especialmente os do sexo masculino. Segundo Neto, essa estratégia pode ser uma forma compensatória adotada pelo adolescente para melhorar sua aparência física diante da obesidade e da dieta rica em bolos, doces e outros alimentos nao-essenciais, porém consumidos por prazer. A obesidade é tida hoje como um problema de saúde pública e sua prevalência, em todas as faixas etárias, vem aumentando em todo o mundo. No Brasil, dados do IBGE de 2014 mostram que 15% das crianças entre 5 e 9 anos e 25% dos adolescentes, têm sobrepeso ou obesidade. Em conclusão, o presente estudo identificou diferenças entre os três critérios examinados especificamente quanto à prevalência de excesso de peso por sexo e faixa etária.

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Rodolfo

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